Point of view: Zayn
Aproximadamente uma semana depois de estar solto eu consegui uma roupa decente para Louis ,já comentei que adoro irritar ele?Ajeitei meu cabelo,eu também mudei fisicamente então estou inrreconhecivel . segue com meu primo até a faculdade onde o tal Nialler estudava. Harry e Liam estavam escondidos de longe observando prontos para nos defender caso algo saísse errado, porém todos concordaram que estávamos irreconhecíveis e que meu plano tinha tudo para dar certo. Andei por aqueles corredores desconfortavelmente comportado, minha vontade era arrancar a arma que estava escondida em mim e esplodir os miolos de Niall. Imaginar a cena me fez rir satisfeito. Na diretoria, eu aguardei sentado em um sofá enquanto uma mulher loira e velha tagarelava sem parar com uma provável estudante extremamente gostosa. Ao notar o cigarro queimando em meus lábios, o tom da mulher foi rude.
– Apague isso se quiser permanecer aqui dentro.
Olhei-a desafiadoramente e raciocinei por alguns segundos se queria continuar na minha busca por vingança ou se valeria mais a pena esperar a diretora sair da proteção do colégio para acabar com aquela cara suja dela. Dei de ombros ao pedir a Louis para apagar o cigarro e jogá-lo fora. A cena do sangue de Niall escorrendo através de um furo de bala me fez ter certeza de que era aquilo que queria.
– Quero falar com Nialler!
– Existem dezenas de Nialler's nessa faculdade. – ela sorriu falsamente – Sobrenome.
– Porra, eu não sei. – coloquei as mãos encima da mesa de madeira num tom de marrom escuro – Se eu soubesse provavelmente não estaria aqui pedindo informação a você. Ele é baixo, gostoso, tem o cabelo loiro , cara de inocente e a sobrancelha larga.
– Quem você é, senhor? – ela observou-me por uns segundos tentando me reconhecer – Acho que já vi seu rosto em algum lugar antes.
– Acredite em mim, não quer saber quem eu sou, agora você vai me dizer qual é porra da turma do garotinho ou terei que ir em sala por sala procurar por ele? – cruzei os braços –
– Está procurando Niall Horan, estudante de direito. – um tipo de caderno preto foi arremessado encima da mesa e ela começou a folhear até encontrar a letra N – Nial Horan, turma 5 A, quinto andar. Pode me dizer seu nome?
– Coloca qualquer merda aí, não tenho um nome.
Como Louis seria reconhecido mais facilmente do que eu, ele se manteve calado e de cabeça baixa o tempo inteiro. O elevador pareceu demorar um ano para chegar ao quinto andar do prédio novamente e quando a porta abriu-se Louis saiu primeiro, com o celular no ouvido.
– Liam. – ele sussurrava – Estamos no andar do garoto. Fique de olho, a diretora ficou desconfiada. Mantenha Harry avisado e QUALQUER sinal de perigo nos avise. Tchau.
– Tudo certo?
– Tudo certo, dude.
Rimos um para o outro e começamos a caminhar a procura da sala certa. Eu estava com um certo frio na barriga e um nó na garganta. Provavelmente a vontade de colocar as mãos no pescoço grosso e pálido era tanta que estava me deixando apreensiva. Já com um novo cigarro nos lábios forcei o nó dos dedos contra a porta três vezes esperando que alguém viesse atender. Quando um homem de idade mediana e com um óculos horrível no rosto abriu a porta, não tive força para proferir uma só palavra. Meu olhar encontrou-se com o dele e fui tomado pelo ódio. Muita sorte eu não ter uma arma nas mãos.
– Senhor, queremos falar com Niall um momento.
– Não posso permitir que venha até aqui, a aula é revisória, porém podem esperá-la lá fora. Avisarei a ele que... Os nomes? – ele preparou-se para anotar no canto do caderno que segurava –
– Somos James e Taylor. – Louis informou enquanto eu caminhava inconscientemente para dentro da sala –
– Ei, rapaz. Vou pedir que espere lá fora. – ele passou o braço pela frente do meu corpo impedindo minha passagem –
– Tira a porra da sua mão de mim. – dei um passo para trás controlando o impulso de empurrá-lo –
– Perdão senhor, o meu amigo aqui é muito nervosinho . – Louis sorriu e arrastou-me pelo braço – Você quer foder tudo idiota? Não podemos chamar a atenção e você continua agindo como um marginal o tempo inteiro! – ele empurrou minha cabeça com força para o lado -
– Cala a boca.
Ao sairmos da faculdade, eu só tinha em mente a forma como Niall olhava para mim. Ele não estava me reconhecendo, meu cabelo estava mudado ,eu estava mais alto e com musculos,andava mais de preto do que o normal,antes eu amava usar camisas xadrez com camisas brancas ou com cores mais alegres. Louis estava de óculos escuros, um boné, uma camisa pólo branca de marca, uma calça jeans escura e um par de tênis com um símbolo dourado da Nike. Mas não acho que ele conheça ele. Encostamos no muro aguardando o garoto sair, e o tempo inteiro eu tentava manter a calma lembrando-me de que não estava ali para matá-lo. Eu estava ali para ameaçá-lo e deixar avisado de que tinha a vida inteira dele sob controle a partir daquele momento. Ao ver a figura baixa atravessar o portão com um sorriso largo acompanhada dos amigos, meu coração disparou contra o peito e novamente o sangue circulou com mais pressão em meu rosto. Minhas mãos fecharam-se em punho e Louis apertou meu pulso.
– Vou trazê-lo até aqui. Tente não matá-lo na frente de todos. Se vai fazer isso, pelo menos vamos convencê-lo a ir até um lugar mais vazio.
Acompanhei e gravei cada gesto que Louis e Niall faziam. Ele apresentou-se e apertou a mão dele, beijando as bochechas rosadas em seguida. Disse algo no ouvido dele que fez com que uma risada fosse dada tanto por ela quanto por ele, e logo ela despediu-se dos amigos, atravessando a rua na minha direção. Franzi a testa quando ele sorriu para mim e mexeu no cabelo sensualmente.
– Olá James. – estendeu a mão para mim –
– James? – dei uma risada e segurei a mão dele, apertando com mais força do que o necessário – Vejo que meu amigo já me apresentou.
– Sim... Ele disse que quer me conhecer. Estou aqui. – deu de ombros e voltou a sorrir apertando os dedos no fichário – Isso é constrangedor...
– Não vejo por que. – queria ir direto ao ponto, porém Louis acenava o tempo inteiro atrás de mim para que desse continuidade a conversa –
– Bem, seu amigo disse que você quer muito me conhecer... – a face ruborizou, eu desejei ter aquele sangue nas mãos –
– Na verdade, Niall. – Louis já estava atrás dele, minha expressão de raiva fez a face do garoto mudar – Eu conheço você. Você é filho de , não é?
– S-sou.
– Você sabe quem EU sou, Niall? – sorri segurando-o pelo queixo com força –
– Não.
– Olhe bem, garotinho. Você me conhece.
A análise que ele fez no meu rosto foi detalhada, desde minhas sobrancelhas até as orelhas, nariz, queixo. O olhar foi desviado dos olhos para a boca diversas vezes, mas o que entregou foi os olhos.
– Esses olhos! E essa boca! Deus! Você é o Zayn Malik. – o rosto antes vermelho agora estava pálido – SOCOR. – a boca dele foi tapada por Louis –
– Se você gritar eu não hesitarei em quebrar seu pescoço e fazer parecer um acidente. – anunciei ao acender um cigarro – Não estamos aqui para machucar você ainda, seu otário. – tirei o cigarro da boca soltando toda a fumaça no rosto dele, que tossiu – Eu quero te avisar uma coisa. Da mesma forma como encontrei você, encontro a maldita da sua mãe, e se você está pensando em avisar a polícia sobre isso esqueça, eu irei presa porém metade dos criminosos dessa cidade tem ordem para matar vocês assim que eu pisar na cadeia. Comece a tomar mais cuidado por onde anda, Niall. Fique na linha, ou vai acabar com um furo no seu peito.
– Você entendeu, gostosinho? – Louis sussurrou no ouvido dele a mão livre passou pela barriga inexistente de Niall, aquilo me irritou –
– Tire a mão dele seu filho da puta. Não estamos aqui para isso. – ele franziu a testa ao me olhar – Destampe a boca dele
– Não vou falar com a polícia. – ele pegou o fichário no chão enquanto eu tragava meu cigarro –
– Melhor assim. Sei que não quer ver a sua mãe morta. – sorri passando os dedos pela lateral do rosto bonito – Me dê o número do seu celular. – ordenei ao pegar meu aparelho eletrônico no bolso quase da calça e entregar na mão dele –
– Por que daria? – ele hesitou um segundo –
– Você se esqueceu de com quem está falando? – ergui as sobrancelhas usando a mão que não segurava o cigarro para dar alguns tapas “amigáveis” no ombro direito dele –
– Tá, ta. – ele anotou o número e o nome, devolvendo o aparelho em seguida –
– Vamos ver. – disquei o número e em poucos segundos uma melodia agitada começou vindo aparentemente do bolso de trás da calça – Deixe-me ver.
– Certo. – ao mostrar-me o aparelho, percebi que ele estava inquieto, nervoso.Estranhei. –
– Já que você está avisado, espero que tome cuidado. Não se mude, não troque de faculdade, não fuja. Eu vou encontrar você mesmo que tenha que ir ao inferno, Niall. Eu vou ligar para você qualquer dia, e acho melhor atender. Você não me quer na porta da sua casa, quer? – sorri ironicamente –
Antes de ir embora, segurei-o novamente pelo queixo roubando um selinho rápido. Eu continuava tendo aversão a idéia de me relacionar com aquele garoto, porém eu não podia negar o quão sexy era o fato de ele aparentar ser totalmente “inocente.” Ele tinha lábios muito bonitos também, é verdade. Caminhei em passos firmes que demonstravam o tamanho do meu ódio por não poder encostar as mãos naquela maldita juíza, entretanto saber que minha vingança tinha nome e telefone me fez sorrir. Acompanhei de longe com meus outros primos os passos de Niall, conseguindo o endereço da casa dele e algumas outras informações importantes como o modelo, cor e placa do carro dele e da mãe. Estava sendo mais fácil do que eu pensava, e eu perdi totalmente a empolgação. De repente uma nova idéia clareou minha mente e eu comemorei. Eu faria o garoto se apaixonar por mim, deixaria ele sozinho e faria ele sofrer para atingir a mãe. Aquilo sim ia funcionar.
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